{"id":174,"date":"2025-04-01T10:31:57","date_gmt":"2025-04-01T13:31:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cca.ufpb.br\/bscca2\/?page_id=174"},"modified":"2025-04-01T10:32:23","modified_gmt":"2025-04-01T13:32:23","slug":"francisco-tancredo-torres","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.cca.ufpb.br\/bscca\/francisco-tancredo-torres\/","title":{"rendered":"Francisco Tancredo Torres"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"400\" src=\"https:\/\/www.cca.ufpb.br\/bscca\/wp-content\/uploads\/sites\/128\/sites\/275\/2025\/04\/006b3e80-19c4-4eb5-8cfd-cf13850bfdec.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-176\" srcset=\"https:\/\/www.cca.ufpb.br\/bscca\/wp-content\/uploads\/sites\/128\/sites\/275\/2025\/04\/006b3e80-19c4-4eb5-8cfd-cf13850bfdec.jpeg 400w, https:\/\/www.cca.ufpb.br\/bscca\/wp-content\/uploads\/sites\/128\/sites\/275\/2025\/04\/006b3e80-19c4-4eb5-8cfd-cf13850bfdec-300x300.jpeg 300w, https:\/\/www.cca.ufpb.br\/bscca\/wp-content\/uploads\/sites\/128\/sites\/275\/2025\/04\/006b3e80-19c4-4eb5-8cfd-cf13850bfdec-150x150.jpeg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A bela paisagem no cume da serra da Borborema, na microrregi\u00e3o do Brejo Paraibano, fascina a quem nela vive e \u00e0queles que a visitam. Areia, situada a\u00ed \u00e9, como diz o seu hino, um \u201cDiamante engastado na serra. Lapidado da chuva e do sol\u201d, com 174 anos de emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Um lugar prop\u00edcio ao ecoturismo, com rica fauna e flora. Seu conjunto urban\u00edstico, arquitet\u00f4nico e paisag\u00edstico desde 2005 \u00e9 tombado como patrim\u00f4nio cultural do Brasil.<\/p>\n<p>\u00c9 chamada de Terra da Cultura. Foi &#8211; e \u00e9 &#8211; centro irradiador de cultura. Um \u201cninho tamb\u00e9m de condores\u201d, voltando \u00e0 letra do seu hino, por tantos intelectuais que nela vieram ao mundo e fizeram a hist\u00f3ria, tendo dado muitos nomes ilustres \u00e0 Para\u00edba, ao Brasil e ao mundo, mas que acolheu outras mentes brilhantes que aqui fizeram resid\u00eancia e deram suas contribui\u00e7\u00f5es, em diversas frentes.<\/p>\n<p>Uma destas mentes foi o jovem Francisco Tancredo Torres, que estudou, trabalhou, e soube registrar contundentemente, com ex\u00edmio talento, as hist\u00f3rias desta \u201cflor do bosque, que um o brejo circunda\u201d, pois conhecia a fundo os bastidores de como Areia se ergueu. Menino nascido na cidade de Esperan\u00e7a em 1928, filho de comerciantes de tecidos, os pais a senhora Leon\u00e9lia de Gouveia Torres e Joaquim Vitorino Torres. Ainda crian\u00e7a a m\u00e3e o estimulou a participar de movimentos culturais. Em crian\u00e7a, na escola, escrevia para o jornalzinho \u201cO escolar\u201d. Jovem, estudou na famosa Escola de Agronomia de Areia e nela formou-se t\u00e9cnico agr\u00edcola em 1948.<\/p>\n<p>Funcion\u00e1rio federal aprovado em concurso com destaque, trabalhando primeiro no Estado do Cear\u00e1, em seguida em Pernambuco, onde deu aulas na Escola Agr\u00edcola Jo\u00e3o Coimbra e depois retornando \u00e0 Areia para ser secret\u00e1rio geral da Escola de Agronomia do Nordeste, em 1958, e secret\u00e1rio do curso de Agronomia at\u00e9 aposentar-se, sempre foi reconhecido. Sua contribui\u00e7\u00e3o cultural para a cidade de Areia \u00e9 t\u00e3o marcante que ele recebeu o t\u00edtulo de cidad\u00e3o areiense em 1978. Para al\u00e9m de t\u00e9cnico Agr\u00edcola, ficou conhecido como historiador e jornalista, demonstrando talento nato, cujos rigorosos e deliciosos textos registrando a hist\u00f3ria de Areia-PB e de outras cidades da regi\u00e3o, n\u00e3o apenas restringindo-se \u00e0 Para\u00edba, deram-lhe um carimbo singular\u00edssimo.<\/p>\n<p>Reservado, pouco dava entrevistas. As concedia para trabalhos acad\u00eamicos, e raras gravadas. Falava suavemente, mas era rigoroso com suas obriga\u00e7\u00f5es, as quais executava com muita devo\u00e7\u00e3o, como recordam alguns que o conheceram mais de perto. Amava Areia. Ali ficava, em uma casa com vista privilegiada ao quadro natural que de Areia se avista, na Rua Dr. Jos\u00e9 Evaristo, entre o Banco do Brasil e a Igreja do Ros\u00e1rio. \u00c0s tardes, me lembro bem, ficava debru\u00e7ado na janela, a observar as pessoas em sua rotina de escola e trabalho, deleitando-se com a paisagem que dava para Alagoa Nova e outras cidades, fechando-a depois j\u00e1 com milhares de fervilhar de luzeiros de casas pr\u00f3ximas e distantes, ou, em outros momentos, muito bem confort\u00e1vel em um tamborete defronte a banca de jornais nas proximidades da pra\u00e7a central, vendo a igreja da Matriz e o vaiv\u00e9m dos transeuntes j\u00e1 com o sol a esconder-se por tr\u00e1s dos telhados da centen\u00e1ria Areia.<\/p>\n<p>Conta-se que, para cada fase da hist\u00f3ria da cidade, criava um jornal. Na vida adulta, quando trabalhou na Escola Agr\u00edcola Jo\u00e3o Coimbra em Pernambuco, ajudou a fundar outro jornal, \u201cO Labor\u201d. Fala-se bastante de sua biblioteca, rico acervo. Era muito inteligente, religioso, tendo sido secret\u00e1rio da Par\u00f3quia por algum tempo. Escreveu livros, discursos de homenagens, foi membro da Irmandade de Nossa senhora do Ros\u00e1rio em Areia e organizou v\u00e1rias atividades culturais junto \u00e0s irm\u00e3s do Col\u00e9gio Santa Rita, para o qual escreveu jornais comemorativos; membro do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico Paraibano, da Academia de Letras de Campina Grande, da Academia de Letras de Areia e de outras institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00c9 apontado como um dos fundadores do Jornal \u201cO Areiense\u201d, que pertenceu \u00e0 Par\u00f3quia de Areia. Como se v\u00ea, seu curr\u00edculo \u00e9 vasto. Entre os inscritos de destaque, est\u00e3o os livros \u201cAreia Par\u00f3quia e P\u00e1roco 40 anos\u201d em comemora\u00e7\u00e3o aos 40 anos de vida sacerdotal do monsenhor Ruy Vieira; \u201cUm Munic\u00edpio da Para\u00edba &#8211; Areia\u201d; \u201cManoel da Silva &#8211; O Ap\u00f3stolo da Aboli\u00e7\u00e3o\u201d; \u201cAreia e a aboli\u00e7\u00e3o da Escravatura\u201d ; \u201cPedro Am\u00e9rico\u201d e \u201cMeio s\u00e9culo de M\u00fasica em Areia\u201d. Francisco Tancredo Torres deixou um acervo que, hoje, est\u00e1 sob os cuidados da Biblioteca do CCA-UFPB, a qual leva o seu nome. Este acervo \u00e9 rico, nos fala de Areia, da vida deste personagem e tem um material sobre o in\u00edcio da Escola de Agronomia do Nordeste.<\/p>\n<p>Foi, sem a menor sombra de d\u00favidas, um guardi\u00e3o da nossa hist\u00f3ria, que ocupou as fun\u00e7\u00f5es que exerceu pautado no rigor, nos constantes estudos. Um homem m\u00faltiplo que, habilidoso com as palavras, escreveu e interpretou a nossa hist\u00f3ria. Faleceu em 01 de julho de 2014. In memoriam, a Biblioteca Setorial Francisco Tancredo Torres, que leva o seu nome, e o projeto de extens\u00e3o de reconstru\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria do CCA-UFPB, prestam esta justa homenagem ao c\u00e9lebre T\u00e9cnico Agr\u00edcola, escritor, historiador e jornalista Francisco Tancredo Torres.<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS<br \/>DANTAS, Kydelmir. Francisco Tancredo Torres Mem\u00f3ria do CCA. Funda\u00e7\u00e3o Vingt Rosado. Cole\u00e7\u00e3o Mossoroense. S\u00e9rie B, v. 2798, abril, 2011.<br \/>.<br \/>FRANCISCO TANCREDO TORRES. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/historiaesperancense.blogspot.com\/2014\/07\/francisco-tancredo-torres.html&gt;.Acesso em: 18\/05\/2020.<br \/>.<br \/>HISTITUTO HIST\u00d3RICO E GEOGR\u00c1FICO PARAIBANO. Quadro dos s\u00f3cios efetivos. Dispon\u00edvel em:&lt; http:\/\/www.ihgp.net\/socios.htm&gt;. Acesso em: 17\/05\/2020.<br \/>.<br \/>HINO DE AREIA. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/areia.pb.gov.br\/historia\/&gt;. Acesso em: 17\/05\/2020.<br \/>.<br \/>LIVRO MEMORIAL DO IHGP. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.ihgp.net\/memorial4.htm&gt; Acesso em: 17\/05\/2020.<br \/>.<br \/>Texto<br \/>Rog\u00e9rio Pereira da Silva<br \/>Extensionista<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 A bela paisagem no cume da serra da Borborema, na microrregi\u00e3o do Brejo Paraibano, fascina a quem nela vive e \u00e0queles que a visitam. Areia, situada a\u00ed \u00e9, como diz o seu hino, um \u201cDiamante engastado na serra. Lapidado da chuva e do sol\u201d, com 174 anos de emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. 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